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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A importância da avaliação

A avaliação é uma parte fundamental no meu trabalho. Só com uma avaliação rigorosa é que posso definir com precisão qual é realmente o problema da pessoa, o que é que está a provocar esse problema, e qual o método que deverá ser aplicado como tratamento.

Muitas vezes as pessoas querem passar por alto a avaliação e querem ir logo diretas ao tratamento. Mas isso não é possível, eu não posso tratar ninguém sem fazer uma avaliação da sua estrutura.

Não fazendo esta avaliação corro o risco de escolher um método de tratamento que não é o mais adequado, isso pode originar que as melhoras tardem em aparecer, e a pessoa pode até mesmo nem melhorar.
Infelizmente desenvolveu-se nos osteopatas o hábito de fazerem correções ósseas em todo o lado e em toda a gente, muitas vezes sem saberem se é o indicado. As pessoas habituaram-se a ouvir os ossos estalarem, e procuram-nos para ouvir os ossos estalarem. Mas esta é uma prática que não é a mais proveitosa para a nossa estrutura.
Para começar os ossos podem nem estar fora do lugar, a dor ou disfunção pode vir de outra estrutura qualquer. Em segundo, mesmo que os ossos não estejam no lugar, não quer dizer que se devam recolocar, podem estar desviados da sua posição 'normal' para compensar um qualquer desequilíbrio na nossa estrutura. E em terceiro, ao se tratar a origem (causa) do problema, regra-geral os ossos voltam ao seu lugar. As manipulações ósseas devem ser evitadas, e só devem ser realizadas quando estritamente necessário. 

Existem outras pessoas que baseado nisto desenvolveram outro conceito errado da Osteopatia, dizem que já experimentaram Osteopatia, que lhe estalaram os ossos e que ficaram na mesma. Mas problema não está na Osteopatia, está no osteopata que escolheram. Ele não fez uma correta avaliação, quis ir logo ao tratamento, talvez forçado pelas expectativas da pessoa em obter resultados rápidos, originando que não houvessem resultados e a pessoa desenvolvesse um conceito errado da Osteopatia. 

Isto é tudo muito prático e muito bonito quando estamos perantes situações simples e corre tudo bem. Mas quando estamos perante casos complexos, não é com um estalar de ossos que se obteêm resultados. Daí, mais uma vez friso a importância da avaliação, para eu saber em concreto a situação com a qual estou a lidar, e poder definir um protocolo de tratamento que vá ao encontro das reais necessidades da pessoa.

Outro risco de se tratar sem avaliar, é quando eu me deparo com uma pessoa que não posso ajudar. Não vou iniciar um tratamento a uma pessoa à qual não se pode aplicar a Medicina Manual. Mas só após uma avaliação é que posso dizer com certeza se posso ou não ajudar a pessoa.

Conforme já referi nem todos os profissionais de Saúde desenvolvem este rigor em relação à avaliação (não só na Osteopatia como em outras áreas da Medicina), por isso é importante a eleição que a pessoa faz do profissional para cuidar da sua Saúde.