Traduzir

domingo, 15 de novembro de 2015

Osteopatia e Desporto

Quer façamos desporto como manutenção ou de alta competição, a osteopatia pode ser uma grande aliada.




A atividade desportiva traz-nos imensos benefícios para o corpo, genericamente podemos dizer que, a prática desportiva purifica o corpo, aumentando a qualidade do sangue, e como este chega a todas as partes, todos os nossos Sistemas são beneficiados. 

Mas a prática desportiva assenta, maioritariamente, sobre três Sistemas - nervoso, muscular, e esquelético. E estes três Sistemas só saem beneficiados com a prática desportiva quando se encontram em boas condições, caso contrário, são prejudicados com a prática desportiva, pois não há lesões que se curem na totalidade a fazer desporto. Ao invés disso, treinar lesionado pode mascarar e agravar a lesão.   

É fácil perceber a lógica disto, o nosso corpo está estruturado de uma forma magnifica que, regra-geral, não há só um músculo principal para cumprir determinada ação, existem músculos secundários a auxiliarem a ação do músculo principal. Quando este músculo principal se lesiona, não quer dizer obrigatoriamente que a ação se deixe de realizar, pois pode continuar a ser realizada pelos músculos secundários, mas ao não ser tratada essa lesão, o músculo principal lesionado vai agravando, e os músculos secundários ao estarem a fazer um esforço extraordinário continuamente também acabarão por se lesionar.

Situação idêntica acontece com as sub-luxações, regra-geral são mais frequentes ao nível da coluna vertebral. Imaginemos que, por qualquer razão, uma vértebra roda para fora da sua posição habitual, e andamos com dor algumas semanas, não muito forte e vamos suportando, continuamos com a mesma atividade desportiva que antes, e muitas das vezes a dor acaba por passar a curto e médio prazo, mas isso não significa, nem de perto nem de longe, que o problema tenha ficado tratado. Significa que os ligamentos deixaram de enviar informação ao cérebro a avisar do sinal de dor, isto porque as vértebras acima e abaixo da vértebra sub-luxada, adotaram posições compensatórias, precisamente para aliviar a dor. O que antes era uma vértebra sub-luxada, agora são três, e a tendência é este processo continuar.

Estas rotações vertebrais prejudicam a circulação sanguínea e linfática, e dependendo do local onde ocorrem prejudicam também a comunicação nervosa em determinados setores, assim como a amplitude de movimentos é comprometida.

A comunicação nervosa quando prejudicada origina um problema semelhante ao já descrito. Se o cérebro não consegue comunicar com o músculo principal, este não irá realizar a ação corretamente, a ação será realizada pelos músculos secundários, o músculo principal não se desenvolverá ao mesmo ritmo que o da outra parte do corpo, e irá criar-se um desequilíbrio importante no corpo. Aqui estou a descrever um processo indolor, que só nos damos conta quando já existe uma diferença considerável, e pensamos sempre que é normal, mas não é.

Todos estes exemplos de lesões que descrevi aqui, normalmente não nos impossibilitam o treino, mas alteram o nosso equilíbrio, obrigam o nosso corpo a esforçar-se mais durante a atividade desportiva, prejudicam o nosso desempenho, e a longo prazo podem mesmo ser impeditivos.

A osteopatia avalia e poderá tratar lesões nos três Sistemas nervoso, muscular, e esquelético. Deixando-nos o caminho livre de obstáculos da nossa estrutura, para podermos ir sempre melhorando o rendimento.